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Friday, 30 January 2015

LA SEROTONINA Y EL CICLO MENSTRUAL

¿Qué es la serotonina?
La serotonina es un neurotransmisor (es decir, una sustancia que transmite mensajes entre el cerebro y el resto del cuerpo) que influye en nuestra sensación de bienestar y relajación. Además, participa también en el control del apetito. Una pista de que está baja puede ser el excesivo apetito por los dulces. ¿Te ocurre?
Está presente en nuestro organismo desde nuestra infancia y cuando llega a niveles muy bajos podemos vivir episodios de irritabilidad, ansiedad y hasta depresión (se ha observado que en personas con depresión los niveles de serotonina son extremadamente bajos).

La serotonina en el ciclo menstrual

Nuestros niveles de serotonina varían de manera natural a lo largo de nuestro ciclo. En la fase premenstrual, se produce una bajada en los niveles de estrógenos y progesterona que reducen los niveles serotonina.ciclomenstrualEs entonces cuando nuestro cerebro recibe menos cantidad de serotonina y endorfinas (lo cual puede afectar a nuestro estado de ánimo, ganas de dormir e incluso a nuestra sensibilidad).
Poco antes de la menstruación, que es cuando llegaría a encontrarse en sus niveles mas bajos, podemos sentirnos tristes, irritables y apetecernos alimentos ricos en azúcares (chocolate, pasteles, galletas, bollería, chucherías…).

La serotonina y la alimentación

Existen alimentos que nos ayudan a subir los niveles de serotonina, especialmente los que son ricos en triptófano (un aminoácido que interviene en la producción de serotonina), omega 3,  ácido fólico, vitamina B12, magnesio y zinc. Por ello estos nutrientes son tan importantes en nuestra salud reproductiva.
¿Dónde podemos encontrarlos?
  •  Alimentos frescos como el plátano, la piña, la papaya, el aguacate, las cerezas, las ciruelas o los huevos.
  • Alimentos con omega 3 como el aceite de onagra, la borraja, el pescado, las semillas (pipas de girasol, calabaza, sésamo, lino, chía…) y los frutos secos sin tostar (nueces, almendras, anacardos…)
  •  Avena: La avena es el cereal de la serenidad. Rica en vitaminas del grupo B fundamental para producir serotonina.
  • Y además en las plantas como la ortiga, ginkgo y el hipérico.Tanutilizadas en fitoterapia para tratar depresiones.
Para producir serotonina, también es importante la 
exposición a la luz del sol (vitamina D) y al aire
libre

El ejercicio físico

El ejercicio físico, además de ayudarnos a metabolizar mejor los alimentos, es muy importante en el equilibrio hormonal. Caminar, correr, nadar, ir en bici, practicar senderismo, yoga, Qigong, Tai Chi.. o simplemente subir las escaleras andando supondrá movilizar el cuerpo, oxigenar las células y a la larga hacernos sentir mejor.
Si además puedes practicarlos al aire libre mucho mejor.
A  veces gestos tan simples como bajar del metro o bus una parada antes y caminar un poquito hasta casa o el trabajo, suponen una gran diferencia.

Fuentes:

The biological evaluation of depression severity: a novel method for the determination of platelet serotonin concentration. Bezrukov MV1, Shilov IE, Shestakova NV, Kliushnik TP. Zh Nevrol Psikhiatr Im S S Korsakova. 2014;114(8):51-57.
– The role of estrogen in mood disorders in women. Payne JL. Int Rev Psychiatry. 2003 Aug;15(3):280-90.
– Estrogen-serotonin interactions: implications for affective regulation.Rubinow DR1, Schmidt PJ, Roca CA. Biol Psychiatry. 1998 Nov 1;44(9):839-50.
– Integrative medicine. Depression. Graig Schneidery, Erica Lovvet
– Imagen del diagrama ciclo menstrual sacada del libro Ecología al comienzo de nuestra vida de Mª Jesús Blázquez.
Fuente:http://foodgreenmood.com/2014/11/04/la-serotonina-y-el-ciclo-menstrual/

Friday, 17 August 2012

"SuperAgers" O Segredo dos cérebros “jovens para sempre”.

O Segredo dos cérebros “jovens para sempre”.


Assim chamados “SuperAgers” (O termo é uma forma de dizer “estes idosos são super”), porque novos estudos demonstram que alguns idosos têm cérebros que aparentam estar décadas mais jovem do que em sua idade comumente estariam.

Pesquisadores da Nothwesten Medicine produziram um trabalho de pesquisa nesta área. A pesquisadora Emily Rogalski trabalha para saber o que vai à mente de certos idosos que continuam com uma atividade extra normal  para sua idade, eles possuem uma extraordinária memória e vitalidade. São super agentes cognitivos.

Em um novo estudo, Rogalski tem pela primeira vez identificado um grupo de idade de aproximadamente  80 anos cujas memórias são tão nítidas quanto as pessoas de 20 a 30 anos ou até mais jovens. E em exames 3-D de ressonância magnética, os cérebros dos participantes “SuperAger” aparecem como cérebros jovens e em alguns, uma região do cérebro foi vista ainda maior do que os cérebros dos participantes de meia-idade.

A pesquisadora ficou impressionada com a vitalidade do córtex dos “SuperAgers" a camada mais externa do cérebro importante para habilidades de pensamento de atenção, memória e outras atividades. Nos “superAgers” a camada do córtex era muito mais espessa do que o córtex do grupo normal de 80 anos ou mais (cujo mostraram significativa desbaste) e muito semelhante ao tamanho córtex dos participantes com idades entre 50 e 65 anos, considerado o grupo de meia-idade do estudo.

"Estes resultados são notáveis ​​dado o fato de que na matéria cinza do cérebro a perda de células é uma parte comum do envelhecimento normal", disse Rogalski, a investigadora principal do estudo e professora assistente de pesquisa em Neurologia Cognitiva e do Centro de Doença de Alzheimer da Universidade Northwestern Feinberg Faculdade de Medicina.

Rogalski é autora sênior do artigo, publicado no Jornal da Sociedade Internacional de Neuropsicologia.

Ao identificar as pessoas mais velhas que parecem ser exclusivamente protegidas contra a deterioração da memória e atrofia das células cerebrais que acompanha o envelhecimento, Rogalski espera descobrir os segredos de seus cérebros jovens. Essas descobertas podem ser aplicadas para proteger outras pessoas da perda de memória, ou mesmo a doença de Alzheimer.

"Ao olhar para um cérebro saudável realmente mais velho, podemos começar a deduzir como SuperAgers são capazes de manter sua boa memória", disse Rogalski. "Muitos cientistas estudam o que há de errado com o cérebro, mas talvez possamos finalmente ajudar os doentes de Alzheimer quando descobrirmos o que ocorre de bom no cérebro de SuperAgers. O que podemos aprender com estes cérebros saudáveis ​​poderá ser usado em nossas estratégias para melhorar a qualidade de vida para os idosos e para combater a doença de Alzheimer ".

Através da medição da espessura do córtex - a camada mais externa do cérebro onde os neurônios (células cerebrais) residem - Rogalski tem um sentido de quantas células cerebrais estão à esquerda.

"Nós não podemos realmente contá-los, mas a espessura do córtex mais externa do cérebro fornece uma medida indireta da saúde do cérebro", disse ela. "Um córtex mais espesso, sugere um maior número de neurônios."

Em outra região profunda do cérebro, o “giro cingulado” anterior de participantes SuperAger 'era realmente mais espessa do que na dos 50 a 65 anos de idade.

"Isso é incrível", disse Rogalski. "Essa região é importante para a atenção. Atenção suporta memória. Talvez os SuperAgers trabalhem melhor sua atenção e isso de ser  realmente interessado é o que suporta ou melhora as suas memórias excepcionais."

Apenas 10% das pessoas que "pensavam que tinham lembranças pendentes" preencheram os critérios para o estudo. Para ser definido como um “SuperAger”, os participantes necessitavam estar entre 50 a 65 anos de idade e marcar mais de 50% no rastreio de norma de memória.

"Estes são um grupo especial de pessoas", disse Rogalski. Eles não estão crescendo em árvores. "

Para o estudo de Rogalski os pesquisadores viram as imagens de ressonância magnética do cérebro de 12 participantes (Chicago-área)
Os “Superager” foram  selecionados por sua memória e outras habilidades cognitivas. O estudo incluiu 10 pessoas consideradas de envelhecimento normal que estavam em uma média de idade de 83,1.  E 14 pessoas de meia-idade que eram de uma idade média de 57,9.
Não houve diferenças significativas na educação entre os grupos.

A maioria dos participantes SuperAger pretende doar seus cérebros para o estudo. "Ao estudar os cérebros podemos vincular os atributos da pessoa viva com as características subjacentes celulares", disse Rogalski.

# # #
Noroeste co-autores no estudo incluem Marsel Mesulam, MD, Sandra Weintraub e Theresa Harrison, ex-Noroeste e agora estudante de pós-graduação na Universidade da Califórnia.

Este projeto foi financiado por uma doação da Fundação Davee e bolsas AG13854, P30 299 AG010129 e K01 AG030514 do Instituto Nacional sobre o 
Envelhecimento do Instituto Nacional de Saúde.

SAIBA MAIS SOBRE O TEMA

Leia mais sobre o tema em meu artigo sobre  MEMÓRIA

Conheça a obra de Sidnei de Oliveira e seu próximo livro "JOVENS para SEMPRE"

https://www.facebook.com/sidneioliveirafan/app_154246121296652

Saturday, 23 June 2012

Como rejeitar a rejeição


“...Sempre me senti rejeitada, acho que realmente não tenho nada de especial, não sirvo para nada...”  EMp.

















Ok... Amiga, minha perspectiva é sempre a neuropsicologia, eu entendo que por ai vem o caminho da cura e ajuda a entender onde nascem os monstros.

O que estamos realmente lidando com a dor da rejeição, a dor que se forma em uma área de nosso cérebro, um padrão de pensamento que ativa certa vias de pensamentos e faz que com que nós nos sentimos rejeitados.

E qual é a diferença?


A dor da Falsa rejeição:
Nem sempre a rejeição é verdadeira, ninguém nos está rejeitando, mas cremos que sim porque sentimos a dor; porque cremos que esta situação é a verdadeira. Áreas do cérebro que trabalham na defesa e na manutenção de nossa existência estão pré-ativadas e a tendência será de interpretar qualquer ameaça como um sentimento de dor. Sentimento de rejeição por algo sem fundamento. 







A dor da Falsa verdade:
Outra diferença é a verdadeira rejeição, diferente da falsa rejeição, aqui alguém realmente nos rejeita, mas a razão pela qual nos rejeitam não é verdadeira. Quando alguém expressa algo sobre nós, esta expressão irá ativar estas áreas de choque emocional, ativaremos as defesas, contudo, esta afirmação ou conceito não são verdadeiros externamente verdadeiros. Sentimento de rejeição por dar valor a algo que não tem valor.







A dor Real Falsa:
A última é real e falsa. Somos rejeitados porque realmente não servimos para certas coisas ou qualquer outro conceito que realmente nos leve a não encaixar. Sentiremos a dor da situação. Por exemplo, se você quer ser cantor/a e tem uma voz muito ruim, terá sempre certo problema cada vez que tentar. Mas é falsa a dor, porque faça o que fizer, seja como for, tudo que a rejeição faz é produzir primeiramente dor. Alcançar objetivos que não fomos exatamente desenhados para alcançar requer um grande esforço e esforço termina em dor.  Elas por elas, a dor é falsa se imaginamos que ela não estaria ali. Temos que enfrentar certa dor para vencer quando algo vai além de nossas possibilidades.  Sentimento de rejeição por assimilar a rejeição como norma e verdade.













Como é a dor?

A dor que sentimos é a incapacidade de processar a diferença entre o que assumimos como nossas verdades e a incongruência, a diferença com o que exterior.  Exterior é tudo que não está dentro de nós, pessoas, coisas, fatos e realidades etc.
Quando comparamos nossa realidade com a perspectiva, opinião, conceitos e toda forma de resposta comparativa com o exterior esperamos que encaixassem com as nossa... E se elas desencontram, nosso cérebro diz: ALARME! Algo está errado.
Então, as memórias começam trabalhar a toda máquina para comparar situações passadas e sentimentos de avaliação.
Se a maior parte não encaixa ocorre um processo estranho:... Desvalorizamos o que temos assumindo que algo nosso está errado, ativamos as defesas, muros e portões,  para fechar as o ataque de comparações externas, e apontamos armas para todos os lados para eliminar a fonte da dor.






Rejeição vem quando os outros não nos vêem uma maneira que queremos através de desaprovação ou não aceitação. Nós sentimos que estamos sendo afastados.

Todos nós queremos ser amados, para se encaixar e ser parte de algo maior que nós mesmos. Ser aceito traz uma sensação de validação que nossa maneira de ser está no caminho certo. Aqueles que têm uma perspectiva mais ampla de si mesmos e sua relação com o mundo em que eles interagem com, geralmente se sentem o impacto da disparidade e críticas de forma menos intensa.








Algumas coisas que ajudam...


O conceito da sensibilidade:

Eu sei que vão dizer que sou muito técnico, mas as pessoas mais sensíveis são mais propensas a sentir esta dor da rejeição. Sensibilidade, nada mais é que muitas áreas de nosso cérebro que estão ou bem ativadas e não desativam facilmente. E outras que estão desativadas e não ativam quando devem.
Nosso cérebro é mais ou menos como um imenso complexo viário. Imagine o Metro. Se um trem está na estação a estação esta ativada, se ele sai, então estará desativada. Mas é necessário que saia para que outro possa chegar. Um trem vai para um lugar e outro trem irá para outro. E assim, milhares de trens e vagões vão para milhares de lugares diferentes transportando milhares de pessoas diferentes.
Ativar e desativar são processos bons. Imagine se o trem nunca chega ou se nunca sai, problema não é?



O chefe da estação não pode deixar acumular muita gente. Muita gente e pouco trem dão problema.  Inflamação.  Eu estou usando uma linguagem comparativa. Muitas expectativas e pouco reconhecimento dão problema, não escoa, começa a briga. Muito trem e pouca gente são fatos que dão problema, é gasto inútil. Falta a razão para o trem mover. Inutilidade tudo para. Falta aquilo que queremos ouvir, falta aquilo que nos da razão para mover, as coisas não tem porque andar e falta um motivo para tudo.


Sensibilidade é isso, ou estamos muito ativados ou estamos precisando ativar urgentemente.



Solução?

Limpar as vias.  Para isso claro.. Precisamos fazer uma avaliação de nosso estado, temos que pedir ajuda dos técnicos no assunto para dar uma olhada no sistema todo.

Onde estão as dores e como são? A dor da falsa rejeição, a dor da falsa verdade, a dor real falsa.

Onde estão? Como arrumar isso?

Rejeição é um sentimento, um conceito inflamado. Seja ele real ou não é algo que deve ser tratado.

Contudo...

Lembre-se que em qualquer processo de inflação, a dor é maior que a razão.
Imagine você com uma super dor de dente tentando ler este texto.
Duvido que você consiga entender algo estando com tamanha dor.

Então para isso necessitamos contar como é a dor a alguém que tem qualificação para ajudar. Explicar sua origem para receber a ajuda especifica correta.











Psiquiatra é medico da física e química do cérebro. O mito que ir ao psiquiatra é para loucos é coisa do tempo da vovó.

Psicólogos são os médicos do comportamento e das emoções.  Ir ao psicólogo é saudável sempre, e quando as coisas parecem não estar em ordem.

Se você sofre ou conhece alguém que sofre é hora de parar para ajudar ou ser ajudado.

É tempo de compreender quem sofre e ajudar ... e...

Não sofra.


  







Sunday, 15 April 2012

PÂNICO


Você poderia escrever um artigo sobre a Síndrome do pânico? 
Eu queria saber mais sobre isso.


D.S.






Conceitos que vamos usar:
Ativar” = maior atividade sináptica, Sinapses é a comunicação eletroquímica entre os neurônios (células do sistema nervoso) 
Desativar” = menor atividade sináptica possível.
Desligar ou desconectar” = ainda quando usamos a palavras “desligar” ou “desconectar” o cérebro nunca desliga nada, é uma forma de dizer “desativar”, menos atividade neuronal.
Informação” = sinais eletroquímicos procedentes da sinapse que percorre os nervos até o cérebro e vice versa. O sistema de comunicação é sempre em forma de arco, ou duas vias, uma que sai do cérebro e atinge os órgãos e uma que sai dos órgãos e comunica com o cérebro. Sempre duas vias.





Primeiramente vamos ver alguns conceitos que nos ajudarão a pensar juntos sobre este problema que afeta muitíssima gente.



Síndrome, transtorno, ataque, desequilíbrio e a crise de ansiedade.



Síndrome é coletânea de vários sintomas que se repetem geralmente na mesma ordem e que ajudam a montar um diagnóstico por tais repetições.  No caso do pânico isso é muito raro que ocorra, o pânico tem muitas variantes e não sempre tem o mesmo padrão em sua causa.








 Vamos chamar de Transtorno de pânico uma condição médica produzida por um desequilíbrio eletroquímico, um verdadeiro transtorno na ordem de como as coisas devem ser eletroquimicamente em algumas áreas do cérebro. Quem possui esta condição tende a sofrer vários ataques de pânico.






A maioria dos casos que chegam aos hospitais ou clínicas não são síndromes ou transtornos, mas sim um ataque de pânico.

O ataque de pânico pode ocorrer a qualquer pessoa em certas situações de estresse ou quando algum desequilíbrio transitório (passageiro) ocorre.

Não é muito fácil definir a raiz deste desequilíbrio, muitas vezes ele ocorre obedecendo a uma seqüência correta de fatores neuroquímicos (hormônios e neurotransmissores) e psicoquímicos (no caso, sistemas simpático) o controle de fuga e luta que está montado para nossa sobrevivência.
Muitas vezes o sistema neuroquímico aciona de maneira adequada e é interpretado por nossa consciência como algo que extrapola a condição que a causou.
Um neurotransmissor, a noradrenalina, combinada com outros fatores aciona este mecanismo.

A crise de ansiedade é geralmente confundida como ataque de pânico por causa dos sintomas iniciais e dos vegetativos (que perduram), serem parecidos, mas no ataque o processo é diferente. A ansiedade em crise é gerada por pensamentos que exageram a realidade e que se prolonga por um período.

O ataque de pânico pode começar com uma crise de ansiedade, mas a ansiedade não é exatamente um a causa na maioria dos casos.

Nem o transtorno e nem o ataque de pânico são consideradas como doenças mentais.

Não, a pessoa não está “louca”, e nem vai ficar.

Com isso quero reforçar que o ataque é desequilibrio neuroquímico e terá um efeito sobre o processo de pensamento e da ação de fuga e luta que depois de disparada passa geralmente a estar baixo controle da consciência.

Neurotransmissores e ativadores hormonais: Noradrenalina (adrenalina), GABA, serotonina e outros, ativam e inibem varias áreas do sistema simpático e do sistema de controle emocional localizado nas áreas mais primitivas do cérebro (o centro das emoções). Quando uma área permanece ativa por um tempo prolongado e não consegue “desligar”, então ocorre que o controle se vê comprometido.





Neste caso o nosso sistema de autopreservação “perde o freio”...  ao mesmo tempo que "acelerador" não volta para trás e somente acelera mais e mais.







Os ataques de pânico têm um efeito residual e podem repetir-se, contudo, não é exatamente ainda um transtorno. Irá com o tempo extinguir-se.

O transtorno é exatamente a não extinção ou repetição destes desequilíbrios em periodos prolongados.


Os ataques de pânico são períodos muito intensos, realmente são fortes experiências que afeta a pessoa subitamente. Geralmente o medo incontrolável é o grande monstro do ataque de pânico, é uma sensação de desespero e de medo profundo.
Este desespero e medo não necessariamente encontram uma razão fundada, contudo é extremo e aciona a defesa de fuga e a luta de forma incontrolável.
É psicossomático, ou seja, afeta a mente e o corpo.
Tem uma duração entre cinco a dez minutos e quando atinge o pico da crise, a sensação é bastante desagradável.
Durante as horas seguintes estas pessoas estarão suscetíveis a passar novamente por outros picos menores e de mais a menos desaparecem gradualmente.
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa dependendo de vários fatores como: Saúde do individuo, locais onde ocorre o ataque, situações, causa da ansiedade primeira, etc.

Algumas pessoas que experimentam um ataque de pânico pela primeira vez, pensam estar sofrendo um ataque cardíaco, um colapso nervoso ou que estariam perdendo a razão.
É uma experiência devastadora e com efeitos desagradáveis aos que sofrem. Talvez uma das piores experiências psicológicas que alguém pode padecer, pois o efeito termina em alguns minutos, mas a memória do ocorrido persiste perfeitamente.
Geralmente querem fugir para algum lugar que não seja onde estão à pressão arterial dispara, o ritmo cardíaco aumenta, hiper-ventilam (respiração rápida e ofegante)


Após o ataque os afetados experimentam sensação de culpa, vergonha, grande confusão sobre si mesmos, e como a experiência é devastadora, sofrem principalmente um grande medo de passarem por isso novamente. 



É sempre normal ver que os afetados não retornam a seus lugares de trabalho, e terminam por perder seus empregos.








Evitam lugares que possam sentir-se sem saída, a claustrofobia é uma das sensações que mais dispara ataques de pânico, contudo não a única. Fobias de todo tipo podem levar a pessoa a sofrer um ataque.









Evitam lugares fechados ou com muita gente, até mesmo viajar de carro ou veículos de qualquer espécie. Aeroportos e os acessos ao embarque dos aviões são lugares de comum ataque de pânico.

Mas o ataque de pânico pode ocorrer até mesmo quando a pessoa está em casa, ou conversando com amigos.








Apoiar e compreender estas pessoas pode ser a chave da sua cura


Este problema é tratável e deve ser tratado com medicamentos e terapia. A terapia cognitiva comportamental ajuda muito nestes casos, mas sempre ao mesmo tempo que um tratamento clínico.

Hoje existem medicamentos adequados que podem fazer o sistema voltar ao normal, medicamentos extremamente específicos para ajudar neste problema.
Contudo não somente se devem tomar os remédios adequados, mas se deve unir a uma terapia psicológica para que a efetividade do medicamento seja compreendida e trabalhada com a ajuda do profissional da saúde mental.



Psiquiatra é medico da física e química do cérebro. O mito que ir ao psiquiatra é para loucos é coisa do tempo da vovó.
Psicólogos são os médicos do comportamento e das emoções.  Ir ao psicólogo é saudável sempre e quando as coisas parecem não estar em ordem.

Se você sofre ou conhece alguém que sofre é hora de parar para ajudar ou ser ajudado.

É tempo de compreender quem sofre e ajudar ... e...

Não sofra.


Thursday, 12 April 2012

Dissonância Cognitiva


Se eu quero fazer coisas que nunca tive coragem de fazer estarei mentindo a mim mesma?
M.P.



Não há nada de errado em querer fazer coisas novas e desafiantes, isso é parte de nosso programa evolutivo.



Mentir para si próprio é algo mais ou menos complexo. Chamamos de Dissonância Cognitiva.
Dissonância cognitiva ocorre quando os pensamentos e conceitos se contradizem para adaptar e justificar nosso comportamento.





Uma experiência feita no ano de 2009 para levantar dados para um trabalho de psicologia social.  
O ambiente estava sendo observado por câmeras e os corredores de acesso preparados para controlar a entrada e saída do púbico. As mercadorias haviam sido doadas e estavam especialmente preparadas para a experiência. Ninguém que participou foi objeto de nenhum tipo de demanda legal ou restritiva. O experimento durou aproximadamente meia hora.

Um supermercado abril suas portas e não havia ninguém para atender ou vigiar o acesso. Não havia pessoas dentro do estabelecimento e nenhum tipo de controle.


As pessoas que passavam podiam entrar e fazer suas compras, mas não havia ninguém para cobrar ou para verificar nada.

Algumas pessoas entraram e como não havia ninguém, saíram sem levar nada.
Algumas pessoas ficaram esperando o caixeiro para pagar, mas como não havia ninguém, deixaram suas compras e saíram.
Algumas pessoas esperavam um pouco e como não aparecia ninguém, levaram a mercadoria sem pagar.
Algumas das pessoas que haviam entrado anteriormente retornaram ao local depois de algum tempo e depois de verificar que não havia ninguém realmente, então levaram livremente pela porta de saída alguns artigos.
Ao cabo de alguns momentos o numero de pessoas cresceu de maneira elevada e o experimento foi finalizado.


Ao entrevistar os participantes na saída foram feitas algumas perguntas.


1-      É errado roubar?
2-      Você está bem consigo mesmo?
3-      Você gostaria de reavaliar alguma atitude recente sua?


Em relação à pergunta nº1 todos foram unânimes em responder “sim”

Em relação à pergunta nº2 80% das pessoas disseram “sim” usando explicações sem que houvesse sido feita nenhuma pergunta justificativa.

“Se estava livre então estava liberado.” “não é verdade?”.
“Se eles fazem... porque eu também não posso fazer? Direitos iguais...”
“Milagre assim não dá para não aproveitar...”

A resposta à pergunta nº3 foi em sua maioria: “sim”. E em sua maioria a justificativa não perguntada foi: “se eu tenho que devolver, eu devolverei sem problemas...”.

Mentir a si mesmo é geralmente sintoma de dissonância cognitiva, realmente sabemos o que certo e o que é errado, sabemos as regras, mas adaptamos as regras para adaptar a conduta, as regras continuam as mesmas, as adaptações e alterações, fazemos nós.



A lei de Gerson é uma das mais clássicas dissonâncias cognitivas que serviu como fenômeno social no Brasil por alguns anos e quem sabe ainda perdura: “É importante levar vantagem em tudo... Certo?”.   

Certo? Não, não está certo, tirar proveito ou sacar vantagem de tudo não está realmente certo, mas podemos adaptar e mentir sobre as regras e conceitos, então fazemos para não estar dissonantes como à maioria ou com aquilo que é conceito geral.  Isso é mentir para si mesmo.

Quando sabemos o que é certo e produzimos qualquer alteração neste “nosso conhecimento próprio da verdade” para adaptar e justificar o nosso comportamento a algo, alguém ou alguma situação então isso é mentir para si mesmo.

Exemplos de mitos que nos levam a dissonância cognitiva.

“Quanto mais difíceis forem as barreiras que devo superar para fazer parte de um determinado grupo social, mais “hight society”  e melhor será este grupo”

“Chegarei lá... Custe o que custar...”

“Sua grama é mais verde”

“Sou livre então posso fazer tudo que eu quero.”






Quando você começar a pensar nisto a lista de situações em que a dissonância cognitiva afeta a sua vida e a vida das pessoas irá crescer bastante. Seja honesta consigo mesma e eu tenho certeza que você poderá pensar em muitas vezes que você fez isso. 
Estarmos conscientes de nós mesmos nos ajudará a não cair na conseqüência mais perigosa da dissonância cognitiva que é acreditar em nossas próprias mentiras.

Tuesday, 10 April 2012

Futura geração


"Estou preocupada com o tipo de mundo que meus filhos irão encontrar, não é nada parecido ao meu, quero dizer, à educação que recebi, nem tenho ideia qual será o nosso futuro diante dessa crise mundial; imagine meus filhos... Como posso garantir uma melhor qualidade de ensino e vida em meio a isso tudo?" 

G. Garcia.



Nós somos absolutamente adaptáveis ao meio, fomos feitos para modelar os ambientes em que vivemos.
Nosso cérebro está equipado para produzir e reforçar conexões de acordo com as dificuldades ou com os desafios de adaptação. Uma criança que sente facilidade e simpatia por música irá desenvolver suas capacidades mentais e motoras até alcançar seus próprios níveis ótimos no domínio de sua arte ou profissão.

Todos nós nascemos dotados para certa arte ou profissão ainda que a grande maioria não se especialize nisto ou naquilo. Contudo, todos nós temos a capacidade de especialização e adaptação.
Rüdiger Gamm é chamado de “super calculadora” humana, ele foi um péssimo estudante e confessa que não era bem sucedido nos estudos de matemática. Sem comentar um fantástico número de celebridades da arte e da ciência que eram absolutamente um desastre em sua vida de estudante.
Nossa mente está apta para crescer em capacidade de conexões de todos os tipos, durante a vida nosso cérebro cresce em capacidades, sabe formar novas vias de ações para facilitar nossa adaptação ao meio.




Creio que a melhor maneira de afrontar esta sua questão é eliminar o medo do futuro e substituir o medo, ansiedade etc. por formas e formulas para ajudar-nos a adaptar o mundo de aprendizagem de nossos filhos.

Nós temos a tendência de prever ou ver o futuro como catastrófico e caótico, não é pessimismo é apenas uma das funções de nossa capacidade de autodefesa.
Quando estamos diante de algo que não conhecemos nosso cérebro produz certa quantidade de adrenalina que ativa nosso sistema de fuga, luta e proteção; olhar o futuro é olhar o incerto, e o conceito de “incerto” significa que não estamos preparados para atuar. Quando falamos de futuro de pessoas que temos a obrigação emocional e biológica de proteger, então a questão se torna ainda mais complicada aos nossos olhos.



Imaginemos que isso ocorre com todos nossos parentes e amigos, e também na sociedade mais próxima a nós, parece que todos concordam que o mundo caminha para o caos e que antes, lá no “nosso tempo”, na nossa historia, as coisas eram melhores. Todo avo fala que no seu tempo era melhor e que o futuro será uma barbaridade.
Ainda assim está tudo bem, estamos programados para pensar assim, quando os sistemas de autodefesa ligam, os sistemas de “pensar, meditar, pensar, estruturar, elaborar, preparar etc...” desligam para que nós possamos tomar uma decisão rápida.

O problema é que não temos nada para fazer de um modo rápido, isso nos inunda de ansiedade e estamos diante do “fim do mundo e das tragédias de forma inevitável”.
Contudo, o bem e o mal estão no mundo já faz algum tempo e as diferenças geracionais também, assim como nossa percepção do “pior inevitável”.



Surpresa! 

O “pior inevitável” é evitável. 

Se compreendermos que ao contrário do que pensamos estamos diante de um grande futuro nas áreas da educação e do desenvolvimento e temos uma fantástica perspectiva para encaixar nossos filhos em uma área de tantas que estão em desenvolvimento hoje em dia.

Ninguém que nasceu há quarenta anos podia estudar com um computador na sala de aula. Imagine, hoje podemos fazer faculdade por internet, tão boa ou melhor que a presencial. Não havia internet no “nosso tempo”, Google, etc. Hoje em dia os médicos operam via internet usando um robô, os cientistas veem os pensamentos usando novas maquinas e tecnologia antes mesmo que os pensamentos ocorram, não sabíamos tanto sobre nossa galáxia e sobre nosso mundo como hoje.

A criança que nasce neste tempo, seja onde for, e digo isso porque até mesmo nos mais remotos lugares da terra onde o desenvolvimento não é tão evidente, já recebem o beneficio destes novos desenvolvimentos através de organizações que antes não tinham como chegar até estes lugares.
O mundo de hoje está mais cheio de compreensão, de autoconhecimento, de integração, e de espaço para que nossos filhos e netos conectem com suas aptidões de uma forma nunca antes imaginada.
Portanto não tenha medo, tenha método.



Sugiro alguns passos:

Conheça melhor quais são os atuais conflitos geracionais, para aprender a facilitar o desenvolvimento dos novos caminhos que levarão seus filhos, aprendendo quais são os novos conceitos que vocês devam adaptar-se.









Uma dica: Conheça o trabalho do Sidnei de Oliveira




Busque fazer proveito de tudo que está ao seu alcance, tudo de bom, tudo de aproveitável, tudo que for excelente, tudo que trouxer desenvolvimento próprio. Um livro, uma nova escola, um novo computador, um novo conteúdo informático, novas maquinas etc. Tudo que é novo deve ser explorado e compreendido.



Não perca oportunidades de facilitar qualquer tipo de aprendizagem que estiver ao seu alcance e que desperte interesse.
Evite os pensamentos catastróficos sobre o futuro, procure infundir nos filhos a ideia que eles são agentes transformadores e que são eles capazes de modificar o meio para que façam para eles e para os demais uma vida melhor.




Os filhos recebem heranças de todos os tipos, heranças ruins e boas, heranças das gerações passadas e antepassadas. O foco tem que estar no futuro transformador. Não se pode parar para discutir a culpa de quem foi, é necessário aprender a transformar o meio que existe.
Lembre-se, o cérebro está programado para defender-se de coisas que não conhecemos ou não compreendemos, a defesa se expressa em receios medos e bloqueio das zonas do cérebro que fazem análise. Por isso é importante inculcar nos jovens a prática do “conhecimento e da exploração”.




Desarme-se, relaxe, ria um pouquinho...


Olhe quantas coisas novas e melhores temos ao redor, hoje temos um mundo melhor e melhorando, a situação não é perfeita, não está limpo, mas estamos cada vez mais tomando consciência de nós mesmos, conhecendo melhor nossos erros, pesquisando novas fronteiras e maneiras de enfrentar os problemas, mudando nossa posição.


Não é otimismo, é realismo, pare, analise, pense.

Alegre-se, seus filhos vão vencer, eles estão dotados de um mundo melhor que o nosso.







Thursday, 9 February 2012

Psicopatas?


“... Minha prima é uma pessoa tão controvertida e problemática, só faz confusões no ambiente de trabalho e entre amigos... Será que ela pode ser uma psicopata ou alguém fez alguma macumba para ela?...”.

Conceitos importantes:

Transtornos = Desordem (Toda desordem pode ser ordenada ou controlada)
Patias” =  Doenças (Doenças podem ser causadas por muitas variantes,  ex: Biológicas como no caso de “mal formação” ou problemas genéticos, virais (vírus), bacterianas, traumáticas (físicas), químicas, etc.)
Portanto a psicopatia é uma doença e não propriamente um transtorno. A diferença é basicamente que o transtorno é mais inclinado a ser psicológico e não a causa do problema. Enquanto a doença é a causa do problema psicológico.
Ainda que vamos chamar de psicopatia o transtorno, pois os sintomas e os sinais são exteriorizados.
É bem complicado estabelecer o diagnostico onde uma pessoa sofre uma psicopatia sem ter um contato com o comportamento da mesma. Somente um diagnóstico profissional pode estabelecer que uma pessoa viesse sofrer algum tipo de problema.


A psicopatia é um transtorno da personalidade e chama-se “transtorno” porque faz que o comportamento externo fuja dos patamares sociais adequados e ou, revela atitudes de desarranjo ou desordem neste comportamento psicológico ou neurológico.

Antes de estabelecer qualquer tipo de “pseudo diagnóstico” devemos pensar ou assumir que certas pessoas talvez estejam passando por um problema emocional grave ou mesmo outra afecção, problema de ordem psicológica. 



Algumas pessoas estão condenadas a viverem carregando sobre elas um “mito” um diagnóstico feito de forma popular e que não condiz com a realidade.
Contudo, a pergunta é importante assim podemos definir as coisas e eliminar o “mito” em torno a certos comportamentos.









Não creio que “bruxaria” tenha nada haver com isso. As pessoas recorrem ao ocultismo por causa de suas incapacidades de lidar com as coisas reais.
Este mundo cheio de mistérios e confusões mágicas é um mundo mais curto, mais fácil. Mitologicamente as coisas mágicas são um caminho melhor e mais rápido para resolver problemas. Na mente de gente que não tem coragem de enfrentar o “real” ou “as realidades”, a mágica é a melhor coisa que pode existir. Contudo, se uma pessoa precisa de atenção ela usaria melhor suas energias se participasse de uma terapia. É a melhor maneira de encontrar-se e enfrentar cara a cara as desventuras da vida.



Vamos começar a desmontar o problema que temos em frente conhecendo os conceitos.

Transtornos que podem ser confundidos com psicopatias:
Algumas pessoas não veem aqui a diferença, contudo sem querer entrar no assunto mais profundo e científico, gostaria novamente de resaltar o “transtorno” como o sintoma psicológico e a “psicopatia” como a causa dos transtornos a um nível neuropsicológico.


Então, primeiramente vamos aos transtornos sintomas que confundem o conhecimento público sobre quem é a pessoa do psicopata.


Problemas no EGO

Primeiramente vamos falar de Egocentrismo, pessoas com o foco de suas atenções e ambições voltadas para elas mesmas.
Os egocêntricos ou egoístas são geralmente confundidos como psicopatas, porque egoísmo é parte ou uma das características visíveis em um psicopata.
Os egoístas existem em um espectro muito variado e amplo, porém vamos falar de uma destas classificações. O “"eu" cego”

As pessoas egocêntricas ou egoístas portadoras de um “eu cego” não conseguem assumir responsabilidades por seus erros. Não é que façam isto por maldade, mas sim, é uma incapacidade para reconhecer sí mesmo dentro de um problema. Não é possível para estas pessoas assumirem seus erros ou falhas de qualquer tipo. Elas creem que a culpa é sempre dos outros. Elas vivem uma dissociação social quanto a problemas, geralmente apontam o dedo em todos, menos nelas. São pessoas dominadoras ou que demandam atenção.

Não são psicopatas, mas sim precisam encontrar melhores meios para trabalhar sua autoestima, complexos de inferioridade ou mesmo qualquer outro trauma que impede esta pessoa de ver-se a si mesma.
Este tipo de problema tem solução e pode ser tratado com certa eficácia em um meio terapêutico profissional. A pessoa deve ser confrontada por várias fontes de seu circulo familiar e social que em uníssono devem sugerir o tratamento.
Existem várias formas de transtornos da personalidade que são parecidos ou mesmo paralelos ao que comumente conhecemos como psicopatia, contudo, nem todo animal de quatro patas é cachorro, não é?
Para estabelecer se uma pessoa padece destas enfermidades ela deve ter mais de 95% dos sintomas apresentados de forma sempre repetitiva e padronizada, ou seja, nunca mudará nem irá variar o seu padrão de comportamento, apresentará sempre oito ou nove de dez sintomas descritos.  Se a descrição dos sintomas ou sinais de psicopatia, na escala de medidas clinicas dos transtornos estão inferiores à média alta, então esta pessoa provavelmente não é portadora destes transtornos, não é psicopata.

O Transtorno da personalidade antissocial (TPAS)

O Padrão sempre se repete na conduta de “desrespeito aos direitos alheios”. Geralmente esta conduta aparece na adolescência, ou seja: “já era assim na adolescência”, e a partir de ai, fracassa sempre em adaptarem-se as normas sociais do meio que vive.
Algumas características deste comportamento:
  •         Desonestidade.
  •          Mitomania (crê que um determinado personagem deve ser seguido como regra de vida),
  •          É enganadora, busca sempre o próprio beneficio por prazer;
  •          Impulsividade,
  •          Irritabilidade e agressividade,
  •          Despreocupação imprudente de sua própria segurança a da segurança dos demais e falta de arrependimento das coisas ruins que fez.



Transtorno de personalidade limite (TPL)

O transtorno limite é uma alteração persistente da capacidade de trabalhar emoções. 







Características:
  •         Dificuldade em tolerar a solidão, geralmente ou estão em um lado ou em outro, querem estar sozinhas ou não suportam estarem sós.
  •          Dificuldades para manter relações estáveis e confiáveis.
  •          Instabilidade nas relações pessoais.
  •          Dificuldades para controlar impulsos autodestrutivos caracterizados por impulsividade e descontrole ao menos em duas destas áreas      (Sexual, gastos, abusos de medicamentos ou drogas, dirigir perigosamente, etc.).
  •          Ameaçar constantemente o suicídio com conduta manipuladora.
  •          Conduta manipuladora
  •          Mania de perseguição (ideação paranoica).
  •          Constante sentimento de vazio. 








PSICOPATAS


Compare agora com as características do Psicopata:

  • Violência explosiva física e verbal,
  • Capacidade de transgredir normas etc.
  • Geralmente possuem um coeficiente de inteligência alto.
  • Capacidade acima do normal quanto a planificação dos seus pensamentos.
  • Extraordinária capacidade de manipulação (consegue manipular pessoas e situações que geralmente não se dobrariam a isto).
  • Marcante incapacidade de regulação afetiva, geralmente esta falta ou problema na regulação afetiva nem sempre é exterior, visível, esta pessoa pode estar sentindo uma profunda raiva e muitas vezes não a exterioriza.
  • Este problema na regulação afetiva a leva  a atos de violência breves, sem razão e sempre acompanhados de uma frieza fisiológica, ou seja, não expressam descontrole emocional, não há rastro de que houve um descontrole emocional.
  • Em um caso de TPL (transtorno acima citado), a pessoa ficaria superafetada e nervosa, e iria tomar um monte de remédios para passar a irritação etc. Mas na psicopatia isso não ocorre.
  • Os pesquisadores Walsh, Swogger y Kosson (2005) dizem que os psicopatas são marcados por este uso da violência “instrumental”, ou seja, usam a violência com formar de realização de sua enfermidade, violência premeditada, silenciosa e a sangue frio. Os portadores de TPAS usariam uma violência defensiva.
  • Os psicopatas são incapazes de formar um vinculo afetivo profundo. Se uma pessoa quer ter um vinculo afetivo com outra, este “querer”, já por si só o tornaria um “não psicopata”, pois o psicopata não necessita ou não elabora este sentimento de vinculação, nem se quer o conhece, ele pode aproximar-se de alguém viver esta aproximação, mas dificilmente sentir da mesma forma.
  • O Psicopata tem vínculos superficiais e de pouquíssima duração, pode fingir as emoções em forma a manipular até que cumpram com sua conveniência e alcancem um fim premeditado (planejado)(inteligente).  Contudo, irá romper esta relação ou qualquer relação com muita facilidade e com um grande desprezo.

É verdade que nem todos os psicopatas são criminosos, mas o fato de não cometerem um crime não muda o fato que eles são capazes de fazê-lo sem o mais mínimo problema quando lhes convenha.
Não precisa ser criminoso para ser psicopata, eles podem passar a vida em cometer nenhum crime.

Geralmente esta “regulação”, ou seja, sua capacidade para tomar esta decisão de não fazer algo fora da lei: matar, abusar, torturar etc. é apenas conveniente a eles mesmos, geralmente porque não há necessidade disso em suas mentes ou porque encontraram um instrumento psicológico onde eles possam praticar suas psicopatias. 
Uma informação útil também é que um psicopata geralmente sabe que ele é um psicopata, entende sua condição e se reconhece como é, é muito inteligente e sabe e crê no que esta fazendo.

Agora, diante disto tudo, você pode fazer um pouquinho o seu diagnostico.

Você ainda acha que a pessoa que você classifica de psicopata o é?

Quem sabe talvez ela tenha um TPL ou TPAS, ou talvez seja algo menor... 

Ou quem sabe ela precise de alguém que não a classifique e estenda a mão para compreender e ajudar.
Às vezes precisamos tomar a valentia em dizer a algumas pessoas: “Você tem demonstrado este comportamento que é típico de um transtorno, sinais claros que algo não está bem. Posso ajudar você encontrar um caminho melhor?”.


Paul McCullough.